Modelo e apresentadora de televisão, não deverá assistir às celebrações do Papa Bento XVI em Portugal. E afirma que é necessário que cada um crie o seu próprio “Papa” num momento em que a Igreja atravessa uma fase polémica da sua existência devido aos casos de pedofilia.
- Numa altura em que o País se prepara para receber o Papa Bento XVI, está nos seus planos assistir à visita?
– Sou católica, mas não estou a prever ir vê-lo. Acho que falo com o meu “Papa” todos os dias. Claro que a imagem do Papa é muito importante, especialmente numa altura em que temos de acreditar. Precisamos de criar o nosso “Papa” neste tempo de polémica em torno da Igreja.
– Qual a sua opinião sobre a questão da pedofilia na Igreja Católica?
– A pedofilia sempre existiu. Não é de agora e não é só na Igreja ou na Casa Pia. Temos de começar a defender as nossas crianças, se não o futuro pode estar em risco. A imprensa nestes casos tem um papel importante ao denunciar.
– Relativamente à sua carreira, quais os projectos em que está envolvida?
– Continuo a fazer o Top +, com o Francisco Mendes, e também continuo a trabalhar como modelo. Tenho ainda feito muito formação profissional como actriz.
– Vai seguir o exemplo de outras actrizes e fazer formação nos Estados Unidos da América?
– Em Portugal temos muito bons actores e excelentes professores. Mas admito vir a participar em alguns workshops em Espanha.
– É madrinha do Beauty & Fashion Week 2010. O que representa para si esta iniciativa?
– É um orgulho. É um conceito inovador. Permite às mulheres perceberem como podem ficar mais bonitas e de forma gratuita, o que é importante nesta altura de crise económica. Este aconselhamento – a maquilhagem mais apropriada ou a cor de cabelo que se deve usar – é um miminho que os centros comerciais Dolce Vita oferecem às mulheres.
Fonte: Correio da Manhã